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Escolaridade baixa é um entrave à entrada no mercado de trabalho

Não são muitos os países do mundo que têm 35,1 milhões de braços jovens para impulsionar seu desenvolvimento econômico. No entanto, toda essa força de trabalho potencial valeria mais para o Brasil se houvesse uma formação melhor. Dados do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPS-FGV) mostram que, entre 1991 e 2000, anos dos últimos censos demográficos, a proporção de jovens brasileiros com mais de 12 anos de estudo passou de 3,3% para 4,62%. No Estado do Rio de Janeiro, a proporção saiu de 5,77% para 6,63% no mesmo período.

O levantamento do economista Marcelo Neri, chefe do CPS-FGV, revela que o Rio tem 2,596 milhões de jovens de 15 a 24 anos. Desse total, apenas 172 mil têm 12 anos ou mais de estudo. A proporção de jovens analfabetos ou com até três anos de estudo é de 9,17% (equivalentes a 238 mil pessoas). É uma vez e meia o total dos que, pelo menos, iniciaram o curso superior.

"O jovem atual é muito mal preparado e este é um motivo a mais para dificultar sua entrada no mercado de trabalho. O empresário evita os jovens pela falta de experiência e pela falta de formação", diz Gino Olivares, economista-chefe do Banco Opportunity, que tem se dedicado a estudar a área social para identificar os dilemas brasileiros de longo prazo.

 

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